sábado, 2 de maio de 2009

Reflexão texto 16: Educação escolar indígena no século XX

No século XX as escolas indígenas se tornaram mais visíveis no cenário da educação brasileira.
A implementação de escolas indígenas se dá a muito tempo! A história da educação escolar indígena pode ser dividida em algumas etapas, períodos. Podemos citar como o primeiro período a era colonial, onde, os jesuítas vieram para o Brasil com o intuito de catequizar os índios e de certa forma acabar com a memória coletiva dos povos indígenas. Esse período se estendeu até o início da república quando os jesuítas foram expulsos e o terceiro foi no início do século XX.
A historia da educação indígena é modulada pelas mudanças da interação entre o grupo a que se destina e a própria escola.
E o terceiro foi no início do século XX, quando a educação está ligada a modernização. Em 1910, a consolidação do estado nacional criou o Serviço de Proteção ao Índio e Localização dos Trabalhadores Nacionais – SPILTN, que mais tarde ficou denominado Serviço de Proteção ao Índio – SPI. Nessa fase houve um intenso processo de escolarização.
A SPI promoveu a demarcação de terras e a visualização das mesmas como um direito indígena. Quando os funcionários da SPI queriam fazer contato com grupos indígenas desconhecidos, eles criavam verdadeiras cidades, com casas (para os funcionários), postos de saúde e escolas. Não demorava muito tempo e os funcionários da SPI os classificavam e começavam a impor aos índios o que decidiam ser adequado. Com isso os índios deixavam de ser “selvagem” e progrediam moralmente e intelectualmente, tornando-os civilizados. Para inseri-los no trabalho e na sociedade nacional o contato era sistematizado e em fases progressivas.
1º) Atrair e sedentarizar;
2º) Ensinar a cultivar, a fim de fixá-lo na área;
3º) Civilizar através do trabalho e da escola;
4º)Era feito a regularização das terras.

Até os anos 80 quase não havia escolas mantidas pelo estado, pois em geral elas eram mantidas pelo SPI.

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